A UAb no séc. XXI

A existência de um mundo plano, sem fronteiras, de que a mundialização dos mercados é a expressão mais visível, não elimina a “circunstância” geográfica, histórica e social de cada país e de cada pessoa. É nele que nos estamos a formar como comunidade política.
Com efeito, a nossa comunidade política está em permanente formação, mesmo sem o querermos ou o percebermos. Por isso, não faz sentido ser contra a globalização. A questão está em saber como vincular essa realidade à nossa circunstância. A maior parte das pessoas continua a mover-se num raio geográfico relativamente curto, tanto no plano profissional como no plano familiar. E a chave do sucesso da política, nomeadamente da política universitária, passa pela atenção que lhes é dada.
A Universidade Aberta (UAb) vive presentemente um processo de intensa reflexão e ação, visando o aumento da qualidade das suas relações. Para desempenhar bem o seu papel, os membros da UAb têm de comportar-se de acordo com o modelo desenhado. Existe uma exigência estatutária, por exemplo, em relação ao uso das mais avançadas tecnologias e metodologias de ensino a distância, mas este raciocínio aplica-se a todas as relações. São necessários novos métodos de cooperação, não apenas entre as pessoas mas com outros atores.
Os interesses da UAb em relação ao aumento da quantidade e qualidade da produção dos seus membros dependem de relações diferentes das tradicionais. Falamos quer de formas de cooperação mais estreitas com a sociedade civil, quer da disseminação da informação, envolvendo múltiplos agentes, quer ainda de uma nova abordagem da comunicação. As novas redes sociais baseadas na internet, com as tecnologias mais evoluídas, são a forma desta nova abordagem de comunicação multidimensional.
A UAb constitui uma plataforma para o ensino, a investigação e a cultura como direito fundamental. As atividades de ensino, investigação, transferência e valorização social do conhecimento e gestão estão pois interligadas e devem ser igualmente valorizadas pelos seus docentes. E uma vez que a cooperação é a base de todas as atividades nas sociedades contemporâneas, daí dependerá, essencialmente, o processo comunicacional.
A Universidade Aberta (UAb), como universidade pública de ensino a distância e e-learning, baseia as suas atividades em modelos de comunicação estratégica que se inscrevem nos novos ambientes mediáticos e tecnológicos. Os membros da comunidade educativa têm não apenas de estar sintonizados com a natureza da instituição, mas em tudo agir em conformidade.
É neste contexto que ganham relevo quer as iniciativas de internacionalização de atividades, quer a criação de um novo perfil de universitário, visando o desenvolvimento dos interesses estratégicos da instituição e dos destinatários da sua ação. Fugir a este propósito é hoje impossível.
João Carlos Relvão Caetano
Pró-Reitor para os Assuntos Jurídicos da Universidade Aberta
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