A distância que aproxima

Foi em 2009 que me falaram da Universidade Aberta e do sistema de ensino a distância. Por querer e sentir necessidade de voltar a estudar, mas porque a minha vida profissional e pessoal não me permitia dispor do tempo que o ensino presencial exige, reagi com curiosidade e desconfiança. Sistema de e-learning? Sim, era a solução que se adequava à minha situação.
Mas que significava isso em termos práticos? Estudar de forma isolada, solitária, sem sentir a envolvência académica?
Comecei a frequentar a licenciatura no ano letivo de 2010/11 e posso dizer que os meus receios de solidão e isolamento, que estudar num sistema assíncrono e a distância pudessem acarretar, se revelaram infundados imediatamente a partir da participação no módulo de ambientação online.
A presença de colegas representativos de gerações diferentes, de diversos locais do país e do mundo, que manifestavam a experiência pessoal, profissional e nalguns casos também académica, associada às particularidades culturais de cada um, fomentaram um verdadeiro espírito de partilha e entreajuda, estimulando o conhecimento e aproximando pessoas que nunca se teriam encontrado de outra forma.
Podemos dizer que a própria natureza a distância da UAb estimula, por mais paradoxal que pareça, a aproximação. Vemos isso neste exemplo, mas não só.
A utilização das tecnologias que nos permitem a presença nos fóruns das UCs e nos diferentes Cafés dos Cursos, originaram também a criação de grupos nas redes sociais e a exploração e utilização plena das suas funcionalidades de comunicação, contribuindo para uma presença consciente na sociedade digital. Parecerá ainda um sistema demasiado virtual? Talvez, mas não será assim, se pensarmos como os encontros presenciais têm sido promovidos. As iniciativas particulares de estudantes, os eventos decorrentes das tradições académicas e as visitas de estudo planeadas pelas equipas docentes, são uma realidade e encontram uma grande aceitação e participação efetiva. Sim, é verdade, a UAb permite e estimula a procura de encontros entre estudantes e professores e cumpre tradições académicas, situações que não seriam de esperar numa universidade a distância.
A UAb tem uma curta história de apenas 25 anos, mas antecipando desafios, é pioneira no ensino e-learning, claramente o sistema de ensino do futuro, como se pode ir já comprovando pela frequência dos cursos por estudantes de faixas etárias cada vez mais jovens. Procurando a qualidade e a adequação às necessidades de formação, a UAb assume o ensino, a investigação e a cultura não só como um direito, mas também como uma plataforma que devolve à sociedade civil cidadãos informados e valorizados.
Terminada a Licenciatura em Ciências Sociais no ano letivo de 2012/13, não pretendo parar por aqui. A UAb tem uma oferta pedagógica tentadora. Conciliar a vida profissional, pessoal e académica não é fácil, requer disciplina e um plano a cumprir com rigor. Mas, tendo em conta o enriquecimento cognitivo, o espírito académico vivido na UAb e a proximidade ao fator humano que paradoxalmente a distância promove, vale a pena continuar.
Ana Maria Gonçalves
Licenciatura em Ciências Sociais
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